Mas, afinal, quanto vale a minha escola?

Quem exerce a sua profissão com paixão pensa-a a toda a hora.

 

É o que acontece com o moderador deste blogue, que esta semana passou na sua antiga escola primária e deu logo consigo a questionar qual seria o seu valor.

 

A primeira ideia que veio à cabeça é que a escola tinha um valor especial. Lembrou-se das brincadeiras nos recreios e do Professor Borges, que recorda com saudade, e do Professor Delgado.

 

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Apesar desta “lamechice”, convém recordar que o valor especial tem cabimento da avaliação imobiliária. É consagrada na base de valor Fair Value (Justo Valor). Traduz-se na disponibilidade que o comprador tem de pagar mais que o valor de mercado, porque tem um interesse especial na aquisição.

 

 Mas, afinal, quanto vale a minha escola?

 

Em nossa opinião, o valor da “minha escola” deverá ter em conta qual o objetivo da avaliação, logo, da base de valor escolhida.

 

Se a avaliação é necessária para integração nos relatórios financeiros do Estado Português, a avaliação do imóvel deve ser realizada atendendo ao uso continuado. Assim sendo, entendemos como correta a aplicação do método do custo de substituição depreciado.

 

O valor deve ser baseado no que teria de ser despendido para proceder à sua substituição. Seria verificado quanto custaria edificar um imóvel equivalente, moderno, incluindo o terreno e custos financeiros. Este valor seria depreciado tendo em conta as diferenças entre a escola existente e o imóvel equivalente. Já referimos várias vezes que a nossa metodologia preferida é o método de Ross-Heidecke.

 

Recorde-se ainda que as International Valuation Standards reconhecem o método do custo depreciado para a avaliação de imóveis raramente transacionados e/ou especializados.

 

No entanto, o objetivo da avaliação pode ser outro.

 

Suponhamos, então, que o imóvel é excedentário (esta semana existe uma grande polémica sobre imóveis excedentários do Estado) e o Estado pretende vendê-lo. Como se procederá à sua avaliação?

 

Neste caso, devemos encontrar a máxima e melhor utilização para o imóvel e o avaliador do imóvel deve avaliá-lo em função disso. Poderá ser uma unidade hoteleira? Poderá ser um edifício de escritórios?

 

Claramente, os métodos indicados serão o método comparativo de mercado e o método de rendimento. Precisamente, os métodos que as International Valuation Standardsreconhecem como válidos para estimar o valor de mercado.

 

Terminamos, levantando outra questão. O valor de um imóvel é único ou depende do objetivo da avaliação?

 

 As opiniões dividem-se entre as teorias univalentes e plurivalentes

 

Fonte: http://avaliarpatrimonio.blogspot.pt/